Lucro do Grupo Fiat sobe para €1 bilhão
Por carrosemotos em 25 julho 2007
O Grupo Fiat fechou o segundo trimestre de 2007 com receitas de 15,2 bilhões de euros, 12% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, o melhor faturamento já obtido em um trimestre. O resultado operacional cresceu 44%, atingindo 946 milhões de euros, também o nível mais alto já atingido pelo Grupo. No acumulado do primeiro semestre do ano, o lucro líquido do Grupo soma 1,003 bilhão de euros, 108% acima do registrado no mesmo período do ano passado. O comunicado divulgado ontem (24/07) ao mercado, na sede do Grupo, em Turim (Itália), destaca a contribuição do Brasil ao resultado da divisão Automóveis, em conseqüência do “brilhante desempenho” da Fiat no país. Para o presidente da Fiat para a América Latina, Cledorvino Belini, o ótimo resultado global do Grupo coincide com o melhor momento da Fiat no Brasil.
O Grupo Fiat informou que todos os setores de atividade obtiveram resultados positivos, acima do desempenho de 2006. O lucro líquido no trimestre foi de 627 milhões de euros, 90% acima do mesmo período no ano anterior (variação de 297 milhões de euros). Já o endividamento industrial líquido caiu abaixo da marca de um bilhão de euros, fechando em 873 milhões de euros (queda de 404 milhões de euros no trimestre), não obstante a distribuição de dividendos e a aquisição de ações próprias superiores a 500 milhões de euros. Os objetivos para o ano de 2007 estão confirmados no nível mais alto das previsões, com um endividamento industrial líquido ao final do exercício agora estimado em torno de 600 milhões de euros.Resultados do semestre
Com o expressivo resultado do trimestre, o lucro líquido do Grupo acumulado no primeiro semestre de 2007 atingiu 1,003 bilhão de euros, frente a um resultado positivo de 481 milhões de euros no mesmo período de 2006.
O resultado operacional do Grupo Fiat no primeiro semestre de 2007 foi de 1,541 bilhão de euros. O aumento de 559 milhões de euros em relação ao primeiro semestre do ano anterior (982 milhões de euros) reflete o melhoramento do resultado da gestão ordinária, com fatores atípicos próximos de zero.
O endividamento líquido industrial caiu de 1,8 bilhão de euros em dezembro de 2006 para 0,9 bilhão de euros em 30 de junho de 2007, devido principalmente ao fluxo de caixa industrial positivo de cerca de 1,4 bilhão de euros, líquido do pagamento de dividendos e de aquisição de ações próprias por mais de 0,5 bilhão de euros.
No acumulado do primeiro semestre de 2007, as receitas do Grupo Fiat atingiram 28,9 bilhões de euros, 10,3% acima do mesmo período de 2006, com todos os setores industriais contribuindo para o incremento. Iveco obteve o maior aumento de receitas, com crescimento de 22,7%, enquanto as vendas advindas da divisão de Automóveis cresceram 11,7%. Também a CNH teve aumento das receitas em dólar de 13,7% (5,2% em euros). Já o setor de Componentes e Sistemas de Produção registrou faturamento 4,3% acima do primeiro semestre de 2006.
O resultado operacional (“trading profit”) atingiu 1,5 bilhão de euros, com crescimento de 57% frente ao primeiro semestre de 2006, com uma margem sobre as receitas de 5,3%, contra 3,8% na primeira metade do ano anterior. O progresso se deve ao melhoramento dos resultados da área de Automóveis, e em particular do Fiat Group Automobiles (que reúne os negócios da Fiat Auto, Alfa Romeo, Lancia e Veículos Comerciais), cujo resultado operacional passou de 145 milhões de euros para 385 milhões de euros, com margem de contribuição de 2,9% (ante 1,2% no primeiro semestre de 2006). Também foi significativa a contribuição da Iveco, que atingiu um resultado operacional de 374 milhões de euros (+60,5%), com uma margem sobre o faturamento de 7,0% (5,3% no primeiro semestre de 2006). O resultado da CNH aumentou 31%, atingindo 537 milhões de euros, com margem sobre receitas de de 9,0% (7,2% no mesmo período do ano anterior). Já o setor de Componentes e Sistemas de Produção obteve um resultado operacional total de 42 milhões de euros, graças aos melhores resultados de FPT Powertrain Technologies, Magneti Marelli e Teksid.
Automóveis
No primeiro semestre de 2007, a divisão Automóveis (formada por Fiat Group Automobiles, Maserati e Ferrari) obteve receitas de 14,2 bilhões de euros, um crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período de 2006. Fiat Group Automobiles (Fiat, Lancia, Alfa Romeo e Veículos Comerciais) foi responsável por 13,1 bilhões de euros de faturamento, 11,2% acima do resultado da primeira metade de 2006, devido ao forte crescimento dos volumes em conseqüência do sucesso dos novos modelos e do brilhante desempenho no Brasil. Esses fatores, aliados à maior eficiência sobre os custos, elevaram o resultado operacional do Fiat Group Automobiles para 385 milhões de euros, 62,3% acima do obtido no primeiro semestre de 2006 (variação positiva de 240 milhões de euros).
As vendas do Fiat Group Automobiles no período somaram 1.119.850 unidades (+11,9%). Deste total, 716.200 veículos foram distribuídos na Europa Ocidental, onde o aumento de volume foi de 5,2%, com grande sucesso de todos os modelos. Fiat Punto continua entre os modelos mais vendidos da Europa, Fiat Panda manteve a liderança no segmento A (carros compactos) e o Fiat Bravo atingiu 55.000 pedidos de compra desde o seu lançamento, em janeiro, até 30 de junho último. A marca Lancia obteve o melhor resultado de vendas desde 2001 e lançou o modelo Ypsilon Sport MomoDesign. A divisão automobilística registrou crescimento em todos os países europeus: Espanha, 23,3%; França, 10,3%; Grã-Bretanha, 8,0% e Itália, 5,6%. Única exceção foi a Alemanha, com queda de 6,9% em um mercado que diminuiu 9,1%. O mercado brasileiro também registrou forte crescimento de vendas, com 30,6%, e também o polonês, com 19,1%.
Esses resultados ganham maior dimensão porque foram obtidos enquanto o mercado da Europa Ocidental registrou queda de 1,1% no mesmo período. A queda na demanda foi geral em todos os países, à exceção da Itália (+6,5%) e Grã-Bretanha (+2%). Por outro lado, o desempenho do mercado foi francamente positivo no Brasil (+25,7%) e na Polônia (+26%).
Fonte: Fiat do Brasil
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