Mergulhando no prejuízo - Calço Hidráulico
Por carrosemotos em 8 dezembro 2006
Tem motorista que acha que o carro é anfíbio e se atreve a atravessar trechos alagados, durante tempestades. Para esses aventureiros, é importante lembrar que, durante uma travessia dessas, o motor pode aspirar água, provocando um estrago que, com certeza, vai causar um bom desfalque na conta bancária. Saiba como evitar esse fenômeno, chamado calço hidráulico, que também pode ser causado pela falta de alguns cuidados com a manutenção.
O que é?
Por meio do sistema de captação de ar do motor, a água entra na câmara de combustão e no interior dos cilindros. Quando o pistão tenta subir, encontra a enorme resistência da água, que, diferentemente do ar, é pouco compressível. O enorme esforço do pistão provoca o empenamento das bielas, ocasionando calço hidráulico e, conseqüentemente, o travamento do motor.
Quando ocorre?
Geralmente, o problema surge quando o motorista atravessa trechos alagados. Ao passar por esses locais, o movimento de aspiração de ar, realizado pelos pistãos (que funcionam, nesse caso, como o êmbolo de uma seringa), acaba puxando água para dentro do motor. Mas a água também pode entrar pelo escapamento, causando o mesmo problema.
1.Agua entra pelo sistema de captação de ar do motor e 2. invade a câmara de combustão/ 3.Em seguida entra no interior do cilindro/4.Quando o pistão tenta subir, encontra resistência da água/ 5.Com enorme esforço do pistão, ocorre o empenamento das bielas
O calço hidráulico pode ainda ser causado por infiltração de água vinda do sistema de refrigeração. Essa infiltração decorre do superaquecimento ou da falta de aditivo no radiador. No primeiro caso, a junta do cabeçote pode ser parcialmente queimada, permitindo que a água entre na câmara de combustão do motor. No segundo caso, a falta de aditivo para inibir a ação da ferrugem no interior do bloco ou a não aplicação do aditivo na proporção adequada, causa corrosões e cavitações, com a perfuração da parede do cilindro, facilitando a penetração de água no interior do cilindro e da câmara de combustão.
O que fazer para evitar?
O primeiro cuidado é evitar passar por locais muito alagados. Mas, se não tiver outro jeito, o motorista deve fazê-lo com muito cuidado. Alguns engenheiros mecânicos dizem que é melhor usar a segunda marcha, mas outros afirmam que a primeira é mais recomendada.
A dúvida se dá pelo fato de, ao engatar a primeira marcha, a rotação fica muito elevada e a força de aspiração de ar pelo motor é muito maior e vai facilitar a sucção de água pelo sistema de captação de ar para dentro da câmara e do cilindro. Por outro lado, o volume de gás expelido pelo veículo será suficiente para impedir a entrada de água pelo escapamento. Portanto, adotando a primeira ou a segunda marcha, acelere apenas o suficiente para que a água não entre nem pelo filtro de ar e nem pelo escapamento. Ou seja, acelere, mas não em excesso.
De acordo com Cláudio Vidigal, da oficina Martha Veículos, se o motorista deixar o motor apagar durante a travessia, a primeira recomendação é não tentar fazer com que ele funcione, nem ‘no tranco’ e nem na chave, pois há risco de provocar o calço hidráulico, já que o propulsor poderá estar cheio de água. Nesse caso, o motorista deve pôr a alavanca de marchas em ponto morto, empurrar o carro até um local seguro e chamar socorro mecânico.
Mas, se o motorista não quiser esperar ou não conseguir socorro, o que ele poderá fazer é retirar as velas, e girar (somente girar, mas não tentar dar a partida) a chave no contato até que toda a água saia pelos orifícios delas. Quando não sair mais água, ele deve repor as velas e tentar dar a partida. Se o carro não pegar é porque outros componentes, como bobina, sistema de injeção e parte elétrica podem ter sido afetados pela água. Nesse caso, só resta chamar um mecânico.
Quanto custa consertar?
Quando o motor de seu carro sofre um calço hidráulico, precisa ser aberto para a troca, revisão e reforma de alguns componentes. Mas, antes de abri-lo, deve-se ter a certeza de que realmente ocorreu empenamento da biela. Como fazer? Segundo Fábio Monteiro, da Retífica Monteiro, primeiro deve-se fazer a medição da face superior do pistão com a face superior do bloco, com um aparelho chamado ‘relógio comparador’, que vai indicar se algum dos pistãos está mais baixo, indicando que a biela está empenada.
De acordo com Fábio, a abertura do motor de um Palio 1.0 8V, o ‘brunimento’ dos cilindros, a revisão do cabeçote, a conferência dos pistãos, o polimento no virabrequim e a troca de bielas, casquilhos, anéis e jogo de junta fica em torno de R$ 1 mil. Se precisar trocar o bloco - pois em alguns casos a biela perfura o bloco do motor -, o prejuízo sobe para cerca de R$ 2,4 mil.
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Solicito informar se após acontecer o calço hidráulico, causado por excesso de combustível injetado na tentativa de dar partida no motor, o mesmo continuará a funcionar ou ficará travado?
Reformulando a solicitação que fiz ontem, 28.01.08, desejo saber quais as situações que o motor apresentará após acontecer o calço hidráulico citado.
Solicito encaminhar resposta através do meu e-mail.
Geralmente calço hidráulico, quando total, causará empenamento das bielas e travamento do motor.
Caso o motor continue em funcionamento é necessário verificar se não houve dano as bielas e pistões.
Aconteceram comigo, as seguintes situações com o meu carro, l.8, l6v, ano 2003, cujo motor funcionava perfeitamente anteriormente a elas:
Estacionei o meu carro em uma panificadora e quando retornei, o motor não queria acionar, embora tentasse várias vezes dar a partida, ou seja, quando virava a chave na ignição, nada acontecia. O motor já apresentava um cheiro forte de gasolina.
Liguei para a seguradora e a mesma enviou um mecânico, o qual, após fazer uma “chupeta” na bateria e ter tentado, demoradamente, dar a partida, o motor funcionou, ocasionando um barulho estranho. Na seqüência, uma quantidade enorme de fumaça branca, fora do comum, saiu do escapamento e não parava de sair e assim ficou até eu desligar o carro, em torno de 15 minutos, após. Enquanto a fumaça saía, coloquei a minha mão na saída do escapamento e a msma ficou molhada com vapor. Quando tentei dar a partida novamente, nada aconteceu. No dia seguinte, solicitei o envio de uma bateria e após colocá-la, dei a partida e nada aconteceu além de um barulho mais ou menos alto, o qual deduzimos, eu e o senhor que trouxe a bateria, ser proveniente de defeito no motor de arranque.
Daí, no dia seguinte, após minha solicitação o guincho levou o carro na oficina de minha confiança. Após análise, primeiramente me informaram que o problema era o motor de arranque. Após consertarem o motor de arranque e não terem conseguido dar partida no motor e após nova pesquisa, retiraram o Carter e viram que havia ocorrido um calço hidráulico o que resultou em uma biela quebrada e o bloco trincado.
ENTÃO SOLICITO A GENTILEZA DE ME RESPONDEREM A SEGUINTE PERGUNTA: ACONTECEU O CALÇO HIDRÁULICO, QUANDO O MECÂNICO ACIONOU MOTOR, O QUE OCASIONOU BASTANTE FUMAÇA, OU QUANDO FUI DAR A PARTIDA, NO DIA SEGUINTE, APÓS A TROCA DA BATERIA?
Olá amigo…
Não temos como responder seu questionamento com precisão, pois não temos informações suficientes sobre o ocorrido…
Conforme o SEU RELATO, acreditamos que o calço hidráulico ocorreu no momento da 1º vez que foi dada a partida do motor…
O correto seria verificar por que o motor não acionou quando você deu a partida pela 1º vez… pelo fato de estar com a bateria arriada, não haveria motivo para ocorrer um calço hidráulico…
Aconselhamos a levar o seu veículo à uma oficina de confiança para verificar com precisão os danos.
Obrigado pela visita.