Palio 1.8R é o preferido em sua motorização
Por carrosemotos em 16 novembro 2006
De todos os Palio 1.8 comercializados, aproximadamente 80% são da versão 1.8R. Não é difícil entender: ela reúne muitos dos atributos que mais atraem compradores de automóveis hoje em dia, como nostalgia (lembra os memoráveis Uno 1.5R, 1.6R e Uno Turbo), personalização (ou tuning, no caso, de fábrica) e potência.
É um “foguetinho”. Seu motor desenvolve de 113 cv (cavalos) a 115 cv – abastecido com gasolina e álcool, respectivamente. Satisfaz os que não abrem mão de um bom torque (força), sobretudo em trânsito urbano. Chega a 18,6 kgfm de torque (com álcool), marca nada desprezível. É capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos (também com álcool).

Mais potente modelo de seu segmento, tem um visual que condiz com o desempenho. Por fora, há faixas nas laterais e na tampa traseira com o logotipo que identifica a versão. Os faróis trazem máscara e canhões pretos. Sua cara de mau é reforçada pelas bordas da grade do radiador, pintadas de cinza.
Faróis de neblina, rodas de liga leve e brake-light são de série. Na traseira há um spoiler cinza e lanternas fumê (o que nas versões comuns é âmbar ficou incolor) e ponteira do escapamento de aço inoxidável. Os vidros laterais traseiros são escurecidos e o revestimento da coluna central imita fibra de carbono (não, não é, mas pelo menos é feito para parecer…).

Além da cor preto (que ao lado da prata integra o catálogo das metálicas), como a da unidade avaliada por Interpress Motor, o Palio 1.8R é vendido também na amarelo Indianápolis e vermelho Modena (a mesma do Stilo Schumacher).
Ao ingressar no habitáculo, a esportividade continua. Os bancos esportivos têm tecidos novos, com costura vermelha que combina com os cintos de segurança – também vermelhos, cor que aparece inclusive em detalhes do freio de mão, da alavanca de câmbio e até no motor. Os detalhes esportivos continuam nos frisos do painel, no revestimento das portas e até nas pedaleiras esportivas. Até o painel mudou: chega com iluminação vermelha e ponteiros em branco e azul.
Mas a esportividade não ficou só no visual e na potência do motor. A suspensão também recebeu molas 15% mais rígidas, e os amortecedores, nova calibragem que, com os pneus de perfil 60 fizeram com que o modelo ficasse 12 milímetros mais baixos em relação à versão HLX, a top de linha do modelo.
Quem procurar uma versão “pé-de-boi” sairá frustrado. O modelo vem apenas com ampla oferta de equipamentos, como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, trave central, personalização de várias funções (pelo My Car Fiat), computador de bordo, duplo porta-luvas, entre outros itens. Básico, ele custa R$ 41.520 (na cor avaliada fica R$ 798 mais caro, subindo para R$ 42.318).

Entre os opcionais estão o kit viva-voz para celular com tecnologia Bluetooth (sai por R$ 751), airbag para motorista (R$ 1.181) e passageiro (R$ 957), sidebags dianteiros (R$ 4.860), banco do motorista com regulagem elétrica de altura (R$ 2.651), toca-MP3 integrado ao painel (R$ 1.974), entre outros itens, alguns vendidos em kits.
Há dois meses o Palio vem mantendo a dianteira do mercado nacional, à frente do Volkswagen Gol, o mais vendido do mercado há duas décadas. O Palio 1.8R é a prova de que nem só de modelos compactos baratos vive o mercado brasileiro.
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